Thursday, May 22, 2008

lost and found

Há coisas que se provam, há coisas em que simplesmente se acredita porque se sente. E não deve haver necessidade de as misturar. N preciso provar o amor, a amizade a saudade e a minha fé. Tal como não preciso (mesmo nada:p) sentir que os "meus bichinhos" crescem e fazem mal...

Como é que alguém pode viver tão simultaneamente em função da fé e da ciência? por isso mesmo. porque elas se completam: uma é fruto do que sentimos e não queremos provar, outra fruto do que provamos e... trust me... não queremos sentir (e a maioria das vezes nem se pode sentir at all);)

E depois há também coisas mágicas na vida, que quem só acredita no que se prova chama coincidencia, mas pra quem também acredita naquilo que só se sente é... mágico. Sabem quando ouvem ou leêm ou veêm algo uma vez e depois não conseguem mais voltar a encontrar (a musica, o poema, a figura, whatever) e sabem quando encontraram essa mesma coisa num momento muito especial? E sabem quando depois a voltam a encontrar, algum tempo depois, quando já nem procuram, porque alguém vos mostra essa mesma coisa do nada, como algo de que gosta muito? E sabem quando esse alguém é precisamente aquele alguém que nós queriamos que fosse e nem sequer tinhamos pensado nisso? Sim a vida é muito mais do que aquilo que se prova... é tanto mas tanto simplesmente aquilo em que o coração acredita=)

E já houve muitos momentos mágicos destes na minha vida. Cada um com o seu significado muito pessoal. O último foi com esta musica:) Parece triste, mas em vez disso... é linda:)


2 comments:

RC said...

E como é que tu distingues as coisas que se sentem e que portanto, não se devem provar das que por outro lado devem ser provadas?

Imagina por exemplo que eu sou cientista também, como tu e que me apetece "provar" o amor. Provar por exemplo que a maior parte das pessoas apaixonadas (que sentem amor) desencadeiam um determinado conjunto de reacções químicas...

A amizade, o amor, a fé, a saudade são sentimentos?
E podemos estudar os sentimentos?

Será que eles podem ser estudados sem que sejam sentidos (tal como estudas os teus bichitos)?

Da mesma forma que há explicações biológicas para os teus bichos se comportarem de uma determinada forma será que há explicações biológicas para os teus sentimentos...para a tua saudade, fé, etc?

Ou por outro lado, os sentimentos são metafísicos e portanto não se podem ou não se devem submeter ao estudo?

Tudo isto porque eu tenho ideia que os nossos sentimentos têm uma base físico-química. Essa base é extremamente complexa mas creio que desde à utilização de anti-depressivos ao consumo de drogas ilegais existe uma correlação entre química e sentimentos...

Claro que um anti-depressivo ou uma linha de cocaína são bombas atómicas no nosso mar de tranquilidade hormonal...
Um mar regulado por mecanismos complexos com variadíssimas variáveis mas que no fundo não será mais do que uma sopa de químicos e estruturas celulares.

Acho que com poucas linhas levantaste uma questão fundamental. Gosto muito do teu blog porque vejo que tens uma perspectiva especial do mundo. Uma perspectiva diferente e original...(e muito diferente da minha) acho que só por isso vale a pena ao leitor valorizar-te e reflectir nas coisas que escreves.

Ana said...

olá rodrigo!;)

pois como é que se distingue? eis algo dificil de explicar mas muito fácil de distinguir. Claro que o estado de espírito e o humor de uma pessoa podem ser regulados por hormonas e outras demais substancias que pelo nosso organismo vagueiam. Howerver... Há dias em que acordo de mau humor e mesmo assim basta um pensamento meu para mudar isso... Quantos médicos dizem que o que conta mais numa recuperação é "o animo do doente". Sim, porque são segregadas substâncias, mas sim porque isso vem da vontade de cada um. Acho que nós, o sermos humanos e racionais faz com que possamos estar acima de ser apenas regulados por substâncias químicas, somos nós que as regulamos a elas, o problema é q às vezes isso escapa-nos. Acho que a nossa alma, o nosso espírito, está acima disso. Mas pra isso é, claro está, preciso acreditar em alma, que em italiano se diz de uma forma que... diz tudo: "anima". Eu pessoalmente tenho a certeza da sua existencia.. pq a sinto! E denomino essa coisa q sinto como "eu", como alma e espirito.

Sabes? Não costumo tentar convencer as pessoas de nada. Acho que a fé, como tudo o resto que é sentido, transmite-se, contagia-se.. mas não se ensina.

Podemos tentar estudar os sentimentos e as atitudes, há muita gente que o faz. Tens cientistas que o fazem bioquimicamente mas que apenas conseguem provar COMO as coisas acontecem em nós e não PORQUÊ, tens tb os psicólogos a dizer que comportamentos e pensamentos a e b revelam tendencias x e y, tens ainda os psiquiatras que te dão antidepressivos mas que sabem perfeitamente que a cura para uma depressão, não está neles..

Eu pessoalmente nao gosto de analisar estas coisas que se sentem. Vejo cada pessoa como um ser unico e um sentimento, uma atitude em mim pode ter (e tem) significados variadissimos em cada outra pessoa. E acho uma perda de tempo tentar definir coisas.. indefiniveis.. e que se as sentires mesmo percebes que de facto o são;)

Mas bom, este é apenas o meu ponto de vista e, com tudo o que aprendo todos os dias, vai sempre mudando um bocadinho e (espera-se) evoluindo;)

baci