É nestas alturas que tenho uma esperança desmedida no mundo. Por mais anos que passem, por mais crianças que conheça, por mais diferentes ou parecidas que elas sejam, por mais passeios e actividades que faça com elas, por muito que aos olhos dos outros seja eu que as estou a ensinar... Não há nada na vida que seja uma benção tão grande como poder partilhar a minha vida com elas, com cada uma delas. Crescer com elas, sentir com elas, aprender eu com elas (muito mais do que elas comigo).
A simplicidade com que olham o mundo. A objectividade dos seus ideais. O facto de, com pouca idade e mesmo tendo tudo na vida, perceberem que há quem não tenha. Ficarem verdadeiramente tristes com isso, quererem fazer alguma coisa para mudar isso, fazerem o seu melhor e sentir que fazem pouco. Dizerem-me radiantes da vida "Ana, isto é cansativo, mas compensa" quando o "compensa" significa que enchemos muito carrinhos de comida que vão poder matar a fome a muita gente. Ficarem indignados com a indiferença. Quererem mudá-la. Trocarem a playstation e a tv e os 1001 divertimentos que têm por uma tarde a ajudar os outros. Quererem repetir. Quererem fazer mais. Deslumbrarem-se de alegria e gratidão com pequenos gestos dos outros. Estarem ali e ajudar o próximo em gestos tão pequenos como comoventes: o velhinho que não consegue tirar ou arrumar o carrinho; um saco de alguém, que cai no chao; o ensinar os que são ainda mais pequenos e protege-los. Espontaneamente, sem que ninguém lhes peça. O ensinarem-me sempre que... somos UM. Uma equipa. Um mundo. Uma fé. E uma grande esperança=)
A simplicidade com que olham o mundo. A objectividade dos seus ideais. O facto de, com pouca idade e mesmo tendo tudo na vida, perceberem que há quem não tenha. Ficarem verdadeiramente tristes com isso, quererem fazer alguma coisa para mudar isso, fazerem o seu melhor e sentir que fazem pouco. Dizerem-me radiantes da vida "Ana, isto é cansativo, mas compensa" quando o "compensa" significa que enchemos muito carrinhos de comida que vão poder matar a fome a muita gente. Ficarem indignados com a indiferença. Quererem mudá-la. Trocarem a playstation e a tv e os 1001 divertimentos que têm por uma tarde a ajudar os outros. Quererem repetir. Quererem fazer mais. Deslumbrarem-se de alegria e gratidão com pequenos gestos dos outros. Estarem ali e ajudar o próximo em gestos tão pequenos como comoventes: o velhinho que não consegue tirar ou arrumar o carrinho; um saco de alguém, que cai no chao; o ensinar os que são ainda mais pequenos e protege-los. Espontaneamente, sem que ninguém lhes peça. O ensinarem-me sempre que... somos UM. Uma equipa. Um mundo. Uma fé. E uma grande esperança=)
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