Há quem diga que as pessoas inventam Deus para que a vida se torne mais fácil. Para que tudo seja mais facilmente explicado. E como a vida faz mais sentido assumindo a existencia dEle (e é verdade que faz) então isso é a prova de que Ele não existe coisa nenhuma apenas foi inventado na cabeça das pessoas... para que tudo fosse mais fácil. E é esta, na cabeça de muitos homens, a razão para Deus existir: existir apenas na imaginação de outros.
Talvez para quem não se premita sentir seja difícil perceber, admito que sim e respeito-os por isso, nem todos temos de ser iguais. Não acho que a vida seja mais fácil para eles. Mas também não acho que seja mais difícil. Não acho que tenham de tomar menos decisões, mas também não acho que tenham de tomar mais. Não acho que sejam menos inteligentes, mas definitivamente não são mais.
Deus não foi inventado. Deus não é uma necessidade. Acreditar em Deus não torna a vida mais fácil e mais compreensivel. Acreditar em Deus faz-nos questionar a toda a hora tudo o que acontece, de bom e de mau... e é tão mais fácil acreditar que é tudo apenas fruto do acaso. E se é tudo fruto do acaso porquê tentar encontrar uma lógica em tudo?!
À capacidade de acreditar no que não se vê e apenas se sente chama-se fé. Desculpar tudo o que existe como sendo a vontade de Deus (ou do acaso) não têm a ver com fé tem a ver com personalidade. Deixar as decisões da vida para outros tomarem não tem a ver com fé mas com personalidade. A existência de Deus não foi inventada. Foi sentida. E se houve ou há homens que se aproveitam da ideia de Deus para dominar outros isso, definitivamente, nada tem a ver com fé. É uma questão, mais uma vez de personalidade, de quem domina e de quem é dominado.
É verdade que sonho e luto por uma igreja mais próxima daquela que Jesus sonhou. Indo à essência das histórias que contou e das atitudes que teve, uma igreja construida de coisas muito simples e pequenos gestos. Mas sonho também com o dia em que a religiosidade de cada um seja respeitada e não desculpada.. como se fosse uma fraqueza. Como se viesse da necessidade de inventar qualquer coisa para não ter medo. Como se viesse da preguiça de pensar. Gostava que mesmo não sentindo fé, as outras pessoas fossem capazes de aceitar que há quem sinta... mesmo, sem se obrigar a nada. De facto. Não por medo. Não por preguiça. Não por incapacidade de pensar. Gostava que os outros vissem isso como uma escolha pessoal (como a sua de não acreditarem em nada que não se prove cientificamente porque não querem arriscar estar errados, ou simplesmente porque nada sentem..), tão válida como outra qualquer. Como um caminho que se escolhe e no qual não se tem medo de acreditar, plo qual se luta, no qual se decide, pensa e sente. O caminho que se quer viver.
A razão porque escrevo isto tudo é a mesma de sempre: gostava que o mundo mudasse. Gostava que os homens se respeitassem mais. E respeito não é apenas aceitação, é muito mais que isso. É o admirar os outros pelo que são, é entender que aquilo em que acreditam pode ser tão válido como aquilo em que nós próprios acreditamos, que são apenas caminhos diferentes, muitas vezes para se chegar ao mesmo. E gostava sobretudo, que aqueles que defendem muito a liberdade... a defendessem de facto.. apenas isso. Que aquilo que dizem e fazem e pensam não fosse só uma questão de moda e (por muito irónico que possa parecer, sim) preconceito.
Monday, September 15, 2008
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2 comments:
JÉZUZ CRISTU,
JÉZUZ CRISTU,
JÉZUZ CRISTU,
EU ISTOU ÀQUI!
lol:p
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